sexta-feira, 26 de julho de 2013

Curso Formação continuada Currículo e Avaliação 2013


Nos dias 25 e 26 de julho de 2013 uma equipe de profissionais do ensino participaram do curso de formação continuada Currículo e Avaliação. Foi um momento muito especial de conhecimento e avaliação do cotidiano escolar.

Os temas foram:

INDAGAÇÕES SOBRE O CURRÍCULO -  CURRÍCULO e AVALIAÇÃO
O ACESSO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA ÀS ESCOLAS E CLASSES COMUNS DA REDE REGULAR
DESAFIOS PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA

Os textos que foram estudados estão disponíveis nos links abaixo:











Vídeos que abrilhantaram nosso curso:





Um documento foi elaborado pela equipe de estudo.  Segue o texto em sua íntegra:
 
Após leitura e discussão do texto: INDAGAÇÕES SOBRE O CURRÍCULO - CURRÍCULO e AVALIAÇÃO, enviado pela Gerência de Ensino, o grupo de cursistas chegou à conclusão que, a função da avaliação é diagnóstica e que a avaliação na escola é utilizada para verificar se houve ou não aprendizagem e se necessário retornar ao conteúdo. Discutiu-se que a avaliação quantifica a aprendizagem do aluno, por esse motivo ela traz benefício aos alunos.
De acordo com o PPP da Unidade Escolar, quanto às avaliações, a Unidade Escolar se utiliza dos itens: participação, interesse, frequência, provas orais e escritas (Prova objetiva, Prova disertativa, trabalhos em classe, individuais ou em grupos); utiliza-se também de resultado de estudos e ou pesquisas, para fortalecer a argumentação, a pertinência, a coerência, o foco, a expressão oral, o respeito, a aceitação, a originalidade e a capacidade de elaboração  própria do aluno: Seminário, debate, discussão, Relatórios, Obsevação: orientação e acompanhamento, Autoavaliação e portifólio.
Dentro da perspectiva “Avaliar, para o senso comum, aparece como sinônimo de medida, de atribuição de um valor em forma de nota ou conceito”. Porém, nós, professores, temos o compromisso de ir além do senso comum e não confundir avaliar com medir.” (p.3), destacamos em nossa escola algumas práticas avaliativas que ‘foge’ à lógica da classificação e da seleção. Uma delas é o projeto de teatro – Através da leitura de um livro e reconstrução de sua história resultando em apresentação; na aula de matemática se usou uma forma de avaliação na sala de informática alguns alunos superaram seus limites; jogos pedagógicos.
De acordo com a afirmativa: “Em uma prática de avaliação formativa, o instrumento de registro do professor deve ter o propósito de acompanhar o processo de aprendizagem de seus estudantes. A finalidade é registrar este acompanhamento, os avanços e recuos dos estudantes, a fim de informar o professor acerca do processo, para que, assim, possa mediar e traçar estratégias de ação adequadas a cada estudante e às suas potencialidades.” (p. 11), destacamos que, entre os instrumentos avaliativos elaborados coletivamente na unidade escolar, temos no Ensino Fundamental Anos Iniciais um registro anual individual, que serve de subsídio para o professor do ano seguinte. Também é utilizado o boletim descritivo. No coletivo, o registro se refere à nota no boletim do aluno. Ainda não se construiu uma forma avaliativa que acompanhe os avanços dos alunos.
Dentro da proposta da rede estadual de educação em Santa Catarina, que desde 2007 não pratica mais a retenção dos alunos nos 1º, 2º, e 4º anos das séries iniciais, bem como nas séries da matriz de 08 anos, não podemos afirmar que os alunos aprendem menos, mas a Política de ensino deveria garantir subsídios para o acompanhamento dos alunos com dificuldades, a reprovação também não garante maior qualidade de ensino. Discutimos que o diagnóstico do déficit na aprendizagem realizado no 2.° ano poderia ser muito eficaz para o desenvolvimento do aluno ao invés de esperar que o seja retido no 3.° ano e só então sugestionar prováveis patologias cognitivas.  
Encontramos muitas dificuldades em pensar quais modificações a unidade escolar poderia sugerir para a avaliação do Ensino Médio. Não há conhecimento suficiente entre nossos professores sobre as mudanças na matriz curricular desta etapa da educação básica.
 
Após leitura e discussão do texto O ACESSO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA ÀS ESCOLAS E CLASSES COMUNS DA REDE REGULAR discutiu-se que a presença do SAEDE, veio complementar, apoiar e suplementar o processo de ensino aprendizagem. Também o SAEDE vem atendo os alunos especiais e orientando os familiares no contraturno escolar; outra grande conquista da nossa escola foi à presença dos segundos professores para atendimento aos alunos com diagnóstico de deficiências cognitivas; o Programa Mais Educação também auxilia muito aos alunos com defasagem de aprendizagem e ajuda na socialização e aceitação dos alunos excluídos por fatores sociais. (Estes alunos ficam mais 3 horas na escola podendo assim criar vínculos familiares com os monitores, professores e coordenadores do programa); falando em acessibilidade, nossa escola também está bem estruturada.
Diante da inserção dos alunos deficientes na rede regular de ensino e de acordo com a frase: “As escolas devem ser espaços educativos de construção de personalidades humanas autônomas, críticas, nos quais as crianças aprendem a serem pessoas.”, podemos dizer que essa inserção em nossa unidade escolar foi uma ação positiva tanto para a socialização como para o aprendizado dos mesmos. O aluno foi beneficiado estando inserido na escola bem como a escola também foi beneficiada, pois passou a compreender um pouco mais o diferente e a valorizar a socialização de todos.
Quanto à avaliação do serviço de atendimento aos alunos com deficiência, a nossa escola está iniciando o processo de compreensão. Percebemos que ainda falta muito para atender a viabilização de uma escola inclusiva.
Em relação ao conceito que a equipe pedagógica e administrativa da unidade escolar tem do real significado de uma Escola Inclusiva, a equipe necessita de: estudo, discussão e quebra e paradigmas, para que tenha um olhar especial em relação a este tema. 
 
Após leitura e discussão do texto DESAFIOS PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA discutiu-se que na implantação nos currículos escolares, livros didáticos, PPP e nos processos de formação inicial e continuada de professores, nossa unidade escolar contempla no PPP a inclusão da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, conforme a Lei n.º11.645 de 10/03/2008. Queremos destacar que consta no PPP o seguinte parágrafo do artigo 26: § 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileira.
Nos currículos da nossa unidade escolar está contemplada a inclusão da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena.
Nos livros didáticos dos 5 anos, comentou-se que, no ano de 2012 o conteúdo estava bem abordado, mas no livro deste ano (2013) não há abordagens referida ao tema. Está disponível na biblioteca a coleção “África em nós” que no ano de 2011 foi bem trabalhado e finalizado com uma apresentação significativa:  http://gertrudesbentacosta.blogspot.com.br/2010/10/video-professores-benta-costa-2010.html.
As formações continuadas realiadas pela Gerência atingiram muitos dos nossos professores no decorrer do tempo. Dentro da unidade escolar, há pouco tempo para reuniões e quando temos este momento, fica difícil abordar muitos temas, ficando em segundo plano os estudos específicos relativos à diversidade. Essas temáticas não têm sido privilegiadas como objeto de estudo para alunos e professores, apenas em momentos especiais são abordados os temas, como nas datas comemorativas ou em momentos acordados em calendário escolar.

Nosso grupo não vê o racismo como obstáculo do direito à educação dentro da nossa unidade escolar, pois a partir da lei Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, quando implantada a “educação para todos”, nossos alunos passaram a ver o diferente como parte do sistema. Por outro lado, dentro de um contexto geral, o racismo tem que ser entendido como um obstáculo à garantia do direito humano à educação porque ele limita as oportunidades, as condições para que a população negra seja reconhecida como detentora de direitos.

A temática racial abrange muitas outras pessoas além dos negros e índios. Podemos destacar o bulying contra os alunos considerados CDFs ou NERDs (especialmente os asiáticos), as loiras (descendentes alemães, polacos) entre outros.
Através do despertar do conhecimento, baseado em exemplos vivenciados contribui-se muito para a construção e prática de uma educação antirracista. 
 
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Agradecimento a todos os cursistas que colaboram de forma brilhante para o bom desenvolvimento do curso obtendo 100% de comparecimento:

Alvanete Ersching Quandt
Ana Paula Luciano de Amaral
Dilson Gonçalves
Eliane Gonçalves Lopes Tomelin
Eliete Bernardino Amaral Benfica
Ernesta Maria Bernardes de Jesus
Lenita de Villa
Lucia Alves Goulart
Luciano Vicente Lopes
Mari Luci Ritzmann
Patrícia Santos Nunes de Oliveira
Rosemary Feranandes
Sueli de Fátima Biondo

Agradecimentos também aos professores que não participaram inteiramente do curso, mas contribuíram não só em presença física, mas também em presença intelectual:

Grazielli Daiani Leitzke Siedschlag
Pedro Paulo da Silva
Paulo Sérgio Gonçalves
Verônica Moser

Agradecimentos especiais aos colaboradores para a execução do curso:

Eliane Gonçalves Lopes Tomelin (ATP)
Lenita de Villa (Coordenadora SEDE)
Sueli de Fátima Biondo (ATP)
Rosângela Gonçalves (assessora)
Germano Schmidt (diretor)
Dilson Gonçalves (assistente de educação)
Leninha e equipe de serviços gerais.


6 comentários:

Sueli Biondo disse...

Parar para recarregar as baterias... É bem isso que precisamos.

Ser Professor é isso, estudar, estudar e jamais desmerecer qualquer acréscimo de conhecimento.

Foram somente dois dias, mas dois dias muito bem aproveitados... Com uma equipe "totalmente afim", que com humildade compartilharam suas experiências e somaram e multiplicaram muito mais a cada um de nós!

Valeu pessoal! Foi um prazer estar com vocês!

Sueli Biondo
ATP - Extensão

Gertrudes Benta Costa disse...

Foi muito bom estar com você Sueli e conhecer um pouco mais sobre esta profissional que enriquece nosso intelecto bem como nossas emoções. Você é um presente para cada um de nós!
Ass.: Eliane Tomelin

Beatrícia da S. Rossini Pereira disse...

Parabéns pelo lindo trabalho!
Acredito que somente com muito estudo e embasamento teórico é que conseguiremos desconstruir verdades absolutas e mudar nossa prática.

Anônimo disse...

Fazer parte de uma equipe é permitido a qualquer cidadão; porém, interagir junto a uma equipe que busca conhecimento afim de partilhar as experiências adquiridas, é um privilégio de poucos, que distribuem em pequenas doses, fomentos para grandes reflexões e debates, mesmo que sejam sugeridas por uma pequena equipe. É gratificante fazer parte de um Grupo que busca o melhor para a comunidade.Parabéns a todos envolvidos nesse Evento.
AE: Dílson Gonçalves.

Mari disse...

Dias de enriquecimento. Parabéns à todos.

Gertrudes Benta Costa disse...

Obrigada Sueli, Mari e Dilson pela presença de vocês no curso e pela companhia tão agradável e enriquecedora.
Ass.: Eliane Tomelin