segunda-feira, 1 de junho de 2009

Projeto O Xadrez das Cores


Escola:
EEB Professora Gertrudes Benta Costa

Nome das Professoras:
Eliane Gonçalves Lopes Tomelin
Maria Aparecida Santos Figueredo

Série/Turma/Qtde de alunos:
6ª 02 - 34 alunos
Relatório da aplicação do Projeto:
O XADREZ DAS CORES


Com este projeto procuramos valorizar a vida através da arte e do jogo; proporcionando momentos de reflexão, de autoconhecimento que incentivem e valorizem a história de vida de cada aluno com possibilidades e perspectivas de um futuro promissor.
Objetivando valorizar os grupos étnicos raciais, levar o aluno a valorização pessoal e desenvolver a prática do jogo do xadrez, aprimorando também o seu potencial criativo, sua vivência, a auto-expressão, a sensibilidade artística, a criatividade, a imaginação e a auto-avaliação.
Este conteúdo pode ser trabalhado em todas as séries, sendo adaptada a sua forma de aplicação à realidade da maturidade da criança. Seu conteúdo aborda os seguintes temas: jogo de xadrez, pluralidade cultural, cidadania, discriminação, preconceito racial e ética.
Podendo ser desenvolvida na interdisciplinaridade, tendo ênfase em Artes, Educação Física; História; Sociologia.

Para atingir plenamente os objetivos propostos o professor deve ter algumas competências, saberes e capacidades como: Ter visto o curta-metragem “O Xadrez das Cores”; Ter um conhecimento básico do jogo do xadrez e sua fundamentação; Habilidades artísticas para montagem do material didático.

O desempenho dos alunos pode ser muito melhor se houver conhecimento sobre o jogo do xadrez, mas isso não é necessário visto que o professor poderá trabalhar de forma gradativa suas regras e fundamentos.

Para desenvolver a aula de forma dinâmica e atrativa usamos as mídias existentes na escola, que foram: sala informatizada, internet, data show, máquina fotográfica; impressora. E para explorar a criatividade e competência artística usamos materiais como: folhas A4; lápis de cor; TNT da cor preta e branca; cartolina laminada; caneta e pincel atômico.

Pontos positivos:

Avaliação dos alunos: Foi bom; Quem não sabia nada, hoje já conhece; É uma coisa nova; Deu para entender melhor o jogo.

Avaliação dos professores: As duplas relacionaram-se muito bem; não houve disputa do computador, mas sim uma grande colaboração entre os colegas; Houve aprendizagem não prevista, como: sites que os alunos buscaram despertando interesse dos demais colegas nesta descoberta; Houve também criações muito boas dos alunos no que se refere à produção das fotos; O ritmo da atividade foi bem direcionado respeitando os limites dos alunos; Todas as mídias utilizadas funcionaram dentro do previsto; O grupo colaborou muito em todos os momentos, não houve diferença no que se referem à importância das etapas do projeto, em todas as etapas os alunos mostraram-se motivados igualmente.



Na foto acima temos os alunos da 6ª 02 em sua 1ª aula na sala de informática assintindo ao curta-metragem O Xadrez das Cores.

O PROJETO EM SUA ÍNTEGRA ENCONTRA-SE AQUI


RELATÓRIO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DAS AULAS AQUI

1ª aula- 26/05/09- Curta-metragem O Xadrez das Cores


Com a sala informatizada organizada pelo responsável Paulo Freire, os alunos foram trazidos pela Profª Cida, com uma grande expectativa do que iria acontecer.
Ocorreu um pequeno problema com o media player que não abria o curta-metragem, mas isso não afetou o trabalho, pois se realizou a conversação sobre como estariam trabalhando este projeto. Durante a conversação antecipa-se a próxima aula, onde seriam realizadas as fotos para a produção do mural baseado na obra de Tarcila do Amaral “Operários” (1933),
Ao iniciar o filme, os alunos ficaram muito atentos. Houve risos cada vez que surgia alguma fala sobre o racismo. Nos primeiros 5 minutos do filme um dos alunos comentou indignado: “Velha chata!”, outro aluno, no momento em que a patroa compara o peão à empregada doméstica, dizendo: “Peão é como empregada doméstica, não vale nada!”, outro aluno solta um desabafo com muita sinceridade: “O bicho ruim!”. Um grupo de alunos, bons jogadores de futebol, estava indignado com a atitude da patroa. No decorrer do filme os alunos vão se alegrando com as descobertas de Cida (empregada) e quando ela descobre que o peão pode transformar-se em rainha se chegar do outro lado do tabuleiro, os alunos vão ficando mais felizes, mas o auge da alegria foi quando a empregada Cida dá o cheque mate na patroa, os alunos riem e numa grande explosão eufórica.
Muito interessante destacar foi o caso de uma aluna que chorou durante a exibição do filme.
Ao término do curta-metragem, os alunos aplaudiram muito.

2ª aula – 26/05/09- Conversação sobre o curta-metragem


Como já foi feita a conversação sobre os detalhes do projeto e as fotos do rosto de cada aluno, passa em seguida para a conversação sobre o filme (esta parte deveria estar na 1ª aula).
A professora Cida indagou os alunos com: O que mais chamou a atenção de vocês? As respostas ficaram assim:
· Não devemos ser racistas;
· Compararam a empregada branca com a negra, observando que a negra gostava da patroa e a branca não estava nem aí com ela;
· Um dos alunos observou que a empregada em certo momento inverte a posição do tabuleiro para que a patroa jogue com as pedras pretas e ela com as brancas. A professora Cida interfere perguntando: “Qual era a intenção da empregada Cida?” Os alunos então responderam que a empregada queria testar a patroa para ver se ela realmente tinha se arrependido de ser tão racista.
· Outra observação muito rica foi a de uma aluna, sobre a parte da conversa sobre ambas terem perdido um filho e sobre o sofrimento delas. Chegaram à conclusão que, não importa em que momento se perca um filho ou a situação em que isso ocorre, o sofrimento é igual valor.
· Algum aluno comentou que a patroa “tão poderosa” ficou sozinha em certo momento da história, e só voltou a ter a amizade da empregada quando ela reconheceu que era dependente de alguém e que a empregada negra tinha tanto valor quanto ela mesma.
· Comentaram que mesmo a empregada errando sempre no jogo e sendo humilhada pela patroa ela nunca desistia.
· Uma aluna comentou como desabafo: “Quando meu pai mais precisou de mim ele veio atrás e eu o acolhi” A professora Cida conhecendo um pouco da história da aluna comentou: “Você provavelmente já precisou dele e ele não estava presente, mas muito digna é sua atitude de quando ele precisou de você, ele foi acolhido e não desprezado".
· Mesmo a empregada sendo chamada de “burra” ela não desistiu e ainda deu o cheque mate na patroa.
· Quando a patroa derramou o suco de laranja a Cida (empregada) buscou a acerola fez um suco gostoso. Quando a patroa pediu o suco novamente a empregada propôs uma troca “suco pelo aprender o Xadrez".
· Observaram que os meninos da rua só brincavam com armas;
· Os meninos de rua que outrora só brincavam com arma, em certo ponto da história construíram seu próprio xadrez. Se os meninos improvisavam as armas, eles também poderiam criar o seu próprio xadrez.
· Um dos meninos era mais importante, tinha também a arma mais importante (38), quando interessa-se pelo xadrez ele tem uma atitude de sentar-se junto à Cida para aprender e leva todo grupo consigo.
· Em algum momento vocês se viram no filme? (pergunta a profª Cida) E os alunos respondem que em muitos momentos. Vocês acharam o filme interessante? Enquanto todos balançam a cabeça em sinal de aprovação dizendo que o filme eleva a auto estima, a professora continua: O preconceito não é pintado de preto e branco, o ser humano consegue agigantar que ele próprio criou. Quando se fala em preconceito e racismo é uma muleta para justificar o problema que criou. È como o preconceito a patroa que teve um esposo negro como mostra na foto que aparece na sua estante.
· Neste momento uma aluna interfere com a história: “Meu pai era “bem moreno” e minha avó disse que se minha mãe tivesse um filho negro ela não iria gostar, mas eu nasci e sempre durmo com minha avó e ela gosta de mim e eu também sou “bem morena”.
· O Paulo (responsável pela sala informatizada) deu seu depoimento a respeito do que viu. “Muitas vezes o preconceito é nosso e nós não podemos nos diminuir e o que o mercado profissional nos cobra é o conhecimento". A empregada tornou-se melhor porque percebeu que ela poderia transformar-se de peão a rainha acreditando em si mesma.
O ladrão nos tira o dinheiro, o traficante nos leva as drogas o bem material nós perdemos, mas tem coisas muito preciosas que ninguém nos tira jamais: A inteligência e conhecimento. Este é nosso e temos que aproveitá-lo para transformar nossa realidade e nossa vida.



3ª aula 26/05/09: Produção artística de suas fotos



Combinamos com a professora de Artes (Silvana), para que ela nos auxiliasse com a produção artística em sua própria foto xerocada. A aula foi um grande sucesso!




Na produção artística acima temos a produção dos alunos baseado na obra de Tarcila do Amaral “Operários” (1933).


4ª aula: 27/05/09: Aula na sala informatizada


O responsável pela sala informatizada repassou algumas dicas de como cuidar bem das salas e dos computadores.
A Profª Cida deu as primeiras dicas desta aula que será a pesquisadas regras do xadrez.
Foram separados em grupos que juntos fizeram as pesquisas. Os grupos ficaram assim distribuídos:
01- Fernando- Nicolas- Vitor-João Felipe
02- Lucas – Antonio- Dionei- Gabriel
03- José- João Pedro- Ana Flavia
04- Ana Clara- Marina- Renata
05- Sheila- Rafaela- Karine
06- Marcos-Douglas- Eduardo
07- Bruna- Sara- Thainara
08- Sara- Daniele- Sulamita- tais
10-Osnildo-William- Robson
Nesse momento, acessaram a internet. A profª Cida passou o endereço no quadro de giz e todos escreveram rapidamente, para entenderem as Regras do Xadrez. Estando na página do jogo do xadrez, iniciaram a leitura e ficaram estudando a movimentação das peças.
Nas fotos abaixo, temos todos os registros desta aula.
























5ª aula: 27/05/09 - Jogando o xadrez on-line

Ainda na sala informatizada, os alunos entraram no site dos jogos on-line.
Hhtp://clickjogos.uolcom.br
Muito interessante foi a dedicação e concentração dos alunos durante os jogos on-line.
Aqueles que sabiam mais ensinaram os que sabiam pouco e todos jogaram com muita empolgação.
Um grupo dos alunos entrou em um jogo do xadrez “macabro” no cemitério, isso despertou o interesse de todos os demais para procurar outros endereços e explorar este meio fantástico, que é a web.
http://clickjogos.uol.com.br/Jogos-online/Puzzle/Tomb-Chess/
Ao final da segunda aula os alunos foram orientados a participar de um desafio: Todos deveriam pesquisar um site diferente relativo a jogos de xadrez.
Na avaliação desta aula foi perguntado como foi o desenvolvimento e os alunos responderam que foi muito legal e que queriam repeti-la mais vezes.
Foi também questionado quem tem computador em casa, a resposta foi que metade da sala possui, mas todos responderam que têm acesso a internet nas lan-hauses ou na casa de amigos, cinco alunos têm curso de informática.
Todos os alunos agradeceram ao professor Paulo.
A profª Cida avaliou a aula como muito boa e participativa.
Encerramos a aula com a fala do professor Paulo relembrado pela professora Cida “ninguém poderá tirar, roubar, de vocês este conhecimento tão maravilhoso obtido nesta aula”.


A riqueza dos detalhes das fotos abaixo me levaram a postar todas desta sessão.













































O jogo da foto acima encontra-se no endereço abaixo:
http://clickjogos.uol.com.br/Jogos-online/Puzzle/Tomb-Chess/




6ª aula: 28/05/09 Prática na aula de Educação Física

Os alunos fizeram a prática do xadrez na aula de Educação Física, onde utilizamos 16 tabuleiros com 32 alunos em dupla.
Comentários dos alunos: “No computador é mais fácil”; “Muito legal jogar xadrez!”.
Os alunos de outra dupla ajudaram quem estava com dificuldade.
As duplas foram separadas da seguinte forma: um aluno que sabe jogar e um que sabe menos.

























7ª aula - 01/06/09: Xadrez Gigante


A professora Cida separou o time em branco e preto, utilizando de camisetas reservas da escola.
Faltaram duas peças (alunos) para completar o time, foi emprestado da sala ao lado.
Foram escolhidos os alunos para serem os jogadores os demais foram as peças e dirigiram-se para a quadra onde foram colocados no tabuleiro e distribuídos as devidas marcações e coroas
O tabuleiro ficou pequeno pelo tamanho dos alunos, mesmo assim o comportamento foi maravilhoso, o silencio e concentração foi absoluto.
O primeiro jogo durou em volta de 20 minutos até os jogadores de cor preta dar xeque mate e vencerem o jogo.
Na segunda jogada as peças brancas foram as vencedoras.


Nas fotos abaixo a profª Cida está na sala de aula iniciando realizando a separação do time através das camisetas branca e preta.









Na foto abaixo temos o desenvolvimento do jogo:











Na foto abaixo temos o time preto:

Na foto abaixo temos o time branco:

Parabéns aos alunos e professores que desenvolveram este projeto,
pois tornou mais rica a nossa prática pedagógica!

4 comentários:

Elisama disse...

Nossa!
Achei muito interessante essa atividade, e usar logo o xadrez, que muitos alunos não gostam.
Parabéns pelo trabalho!

Anônimo disse...

Parabéns aos idealizadores do projeto e aos alunos da escola que participaram da atividades.

Irene

Crespo Rock disse...

Parabens;
Os professores do Benta Costa continuam fazendo a diferença.Excelente trabalho multidisciplinar. É assim que se faz educação de qualidade.

Oliveira disse...

Muito interessante este projeto,demonstra que a criatividade dos professores foi fundamental para
proporcionar aos alunos valores sociais de fundamental importância
para o crescimento dos alunos como futuros cidadãos.
Quem sabe no futuro alguns destes alunos possa estar repassando estes
conhecimentos e proporcionando a outras crianças a oportunidade de se tornarem cidadão do futuro.
Parabéns aos professôres e a escola